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Revertendo a dor em amor

Norma Emiliano

 

Nos tempos atuais, a Terapia de Família é uma especialidade que adquire cada vez mais importância na sociedade, e, também, uma nova forma de apoio às famílias na resolução dos conflitos familiares.

No último 2 de junho de 2007 a ATF-RIO ( Associação de Terapia de Família do Rio de Janeiro) promoveu na cidade de Niterói (RJ) o evento "Encontro Fluminense de Terapia Familiar"  que contou com a presença de diversos profissionais da área e cujo tema principal foi "A terapia de família e seus desafios". Nessa entrevista a Dra. Norma Emiliano, terapeuta familiar e Assistente Social, conta ao Portal da Família os principais fatos do evento.

PFAM - Como foi a adesão ao evento?

Dra Norma Emiliano Dra. Norma - Tivemos uma excelente receptividade da comunidade Niteroiense. Tanto no que diz respeito ao patrocínio como em relação à participação. Contamos com um número de pessoas que excederam as nossas expectativas (80). Compareceram profissionais, estudantes e pessoas da comunidade sem vínculo profissional.

PFAM - O que esse evento representa para a comunidade de terapeutas familiares? Qual sua importância?

Dra. Norma - Foi o primeiro evento realizado pela Associação de Terapia de Família, sediada no Rio de janeiro, fora da sua sede, bem como foi o primeiro Encontro Fluminense de Terapia Familiar. Conseguimos congregar excelentes profissionais de diferentes áreas com formação em Terapia de família (médicos, assistentes sociais, psicólogos) e apresentamos e refletimos sobre importantes temas atuais.

PFAM - O que faz um terapeuta familiar?

Dra. Norma - É um especialista das relações humanas. Temos como foco de análise, das questões individuais, dos casais e famílias que nos procuram, o contexto familiar. O tratamento tem como referência os recursos familiares, ou seja, os padrões relacionais.

Realizamos atendimentos clínicos envolvendo diversos problemas ( distúrbios do comportamento; distúrbios alimentares, doenças psicossomáticas; situações de perda e luto; casais em situação de conflitos; Separação / recasamento) comumente é feito em co-terapia, por reconhecimento e respeito à força da família. Também realizamos workshops, palestras, grupos e apresentamos trabalhos em Simpósios e Congressos.

PFAM - Quais os principais desafios da comunidade de terapeutas familiares?

Dra. Norma - Estarem abertos para trabalhar a pluralidade e a diversidade. Hoje lidamos com várias modelos de estrutura familiar e com questões que podem envolver vários preconceitos. Precisamos estar atentos às mudanças e ajudar aqueles que nos procuram a encontrarem-se neste mundo tão fragmentado e com relações tão impermeáveis.

PFAM -  Resumidamente, quais as principais questões da atualidade, enfrentadas pelas pessoas, nas quais um terapeuta familiar pode ajudar?

Dra. Norma - Lidar com mudanças tão rápidas (estresses), lidar com o consumismo, com a falta de contato de si próprio, com as diferenças pessoais, com as disputas de poder, (a hierarquia invertida nas famílias, ex: avós que são pais, pais que são irmãos de seus filhos, o prolongamento da “adolescência”, Famílias recasadas e suas novas proles, famílias de gays e lésbicas); com as dificuldades relacionais (namoro, amizade, conjugal, trabalho, fratria, etc.).

PFAM - Numa sociedade tão influenciada pela busca do prazer e pelo horror à dor, como é possível reverter à dor em amor? Quais os benefícios disso?

Dra. Norma - Se considerarmos que a maior dor está na perda de si mesmo, a busca do prazer só externo confirma paradoxalmente esta perda, ou seja: quanto mais busco a minha “felicidade”, realização, fora de mim, mais sofro.

Reverter à dor em amor é buscar dentro de si mesmos a co-responsabilidade nas situações, nos problemas; reconhecer os conflitos pessoais retornando as suas figuras primárias (pai e mãe) e poder lidar com eles; buscar amar a si próprio, valorizando-se com ser humano. È poder se autoconhecer; ter autoconfiança; ver as outras pessoas como diferentes e não como inimigos. Enfim separar o que é meu (enquanto questão) e o que é do outro (enquanto questão). É mais fácil amar quando se compreende o outro.

PFAM - Que conselho a senhora daria para as famílias que enfrentam situações de dor?

Dra. Norma - È importante que confrontem os problemas. Não adianta fazer de conta que tudo vai bem ou que com o tempo tudo se resolve. Olhar de frente e buscar soluções novas. As mágoas criam muros que nos distanciam e acirram os conflitos e não deixam que as afetividades fluam.

Encontro Fluminense de Terapia Familiar

Foto do Encontro Fluminense de Terapia Familiar - 2007

ATF-RJ - www.atfrj.org.br




 

Norma Emiliano é Terapeuta Individual, Casal e Família, e Assistente Social, e mantém a homepage Pensando em Família.
( http://www.pensandoemfamilia.com.br/)

Publicado no Portal da Família em 30/06/2007

 

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